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DISCIPLINA
PARA O SUCESSO
Muitos músicos ainda tem uma grande dificuldade quando se fala em estudar
música, principalmente sobre detalhes que dizem respeito ao quanto e como
estudar. Lael Medina iniciou-se no instrumento em 1986, sendo músico profissional
e professor de bateria desde 1990. Na área didática, escreveu para a revista
especializada "Drummer do Brasil" (1997) e idealizou seu próprio método
chamado "Bateria: Uma Visão Didática" (1999). Logo percebemos que
a organização de um estudo musical é reflexo de grandes oportunidades e para
se alcançar bons resultados em nossa área profissional, que cada vez mais se
mostra mais competitiva.
Você lançou o seu método e está sempre
lecionando, tem mais projetos pela frente? Quais?
A idéia de meus projetos futuros, na verdade, é direcionar e desenvolver os
trabalhos instrumentais que já faço parte: Leo Mitrulis Quarteto, Jazzuca
Trio e Walter Pinheiro Quarteto. Também estou pensando em escrever meu 2o.
método ano que vem, só com ritmos brasileiros e cubanos.
Como você iniciou seus estudos? Você vem de uma família de músicos?
Comecei a tocar em 1986, mas ninguém é músico em minha família. Meu tio foi
cantor de banda de baile por 2 anos e minha tia cantora da rá dio
local em Marilia, interior de São Paulo, mas nunca seguiram como profissão,
sempre como hobby. Meu avô tocava violão amador também, mas o único músico
que realmente vive da música em minha família sou eu mesmo.
Com base em seu estudo de aperfeiçoamento diário, o que você acha que
funciona e como se manter bem condicionado? O
importante é estudar sempre e de forma disciplinar e organizada. Rudimentos,
ritmos, viradas, coordenação e independência são fundamentais. A técnica é
básica pra tudo isso. Quanto mais você estudar com disciplina e seriedade e
se tornar um baterista eclético, melhor você tocará e mais pessoas te
chamarão para trabalhar. Na sua opinião, o que o
músico brasileiro tem de diferente, comparado aos "gringos"?
Acredito que o músico brasileiro tem muita musicalidade nata e facilidade
para desenvolver a música dentro de si. Mas ainda não tem a organização e a
disciplina forte dos norte-americanos. Nós somos mais intuitivos enquanto
eles mais estudiosos e metódicos. Mas quando um músico é bom, ele é bom e
pronto, independente se é dos Estados Unidos ou daqui. Tem que estudar, se
dedicar e construir seu próprio caminho sempre. Nunca imitar outros, tem que
ser você mesmo tocando.
Você
têm feito trabalhos instrumentais, como você encara esse mercado no Brasil?
A música instrumental ainda é um som para poucos, apesar de já ser bem mais
divulgada do que a anos atrás. Não tem espaço suficiente na mídia, e é tido
como "música de elite", o que não é verdade. Se as pessoas em geral
tivessem mais acesso à ela, com certeza gostariam mais de ouvi-la, e
para nós músicos, ela é essencial pois exige mais de nosso potencial de
instrumentistas e, geralmente, nos "alimenta o espírito" tornando-nos
músicos melhores e mais aptos.
Deixe uma mensagem para muitos músicos que estão começando.
Se você quer começar a tocar um instrumento e ser
profissional da música futuramente, a regra é simples: estude muito, com um
profissional gabaritado, com seriedade e disciplina. O resto vem com o
tempo. Entrevista de Marcos
Ribeiro
cedida exclusivamente à Tom Musicalstudio.
Fotos: Divulgação. |